Trem Noturno - Estação III
A espera é inquietante...estação três
Um silêncio que faz evaporar as certezas
Noite com muitas nuvens ofuscando o luar
Quadro vazio, vento amornado, sentimento vago
Todos os meus retalhos foram juntados,
texturas distintas, causando estranheza
diversidade de vivências numa mesma vida...
O tempo fez nascer várias pessoas em meu ser
seria eu uma anônima colecionadora de personalidades?
algumas delas já ameaçadas pelo ambiente, quase sepultadas...
outras apenas florescendo em cada estação, bem devagar
Sob a superfície das atitudes, um mistério intrínseco
Impressões e repetidas metáforas explicitando o inesperado
A eclosão vulcânica, as batidas do coração, o pulsar das veias
Inexato instante...embarco no trem noturno, estação três
Intensa escuridão, corredores estreitos, respiração ofegante
Meus temores seriam irracionais...diante de tanta invisibilidade?
Surge um reflexo tímido da lua nas janelas empoeiradas
Vejo imagens distorcidas, há um abismo entre a percepção física
e o olhar discreto da alma que acorda trêmula
As defesas e ilusões criadas, apenas não permitem
que se reconheça a imagem em sua totalidade
não posso imaginar como estão me percebendo, se é que estão...
Importaria isso? Pode ser que minha última viagem seja essa...
Na mais completa insipiência, sem saber o destino certo
Há uma melodia original neste vagão sombrio,
sem intuições, muito menos esperanças
O acaso será o protagonista desta viagem,
Trem noturno, estação três ...
Taís Mariano - Bruma Lilás
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Celebrando a harmonia
Na harmonia do entardecer
Caminhamos pelos campos planos
Tingidos de verde claro
Mergulhamos no horizonte azulado
Absorvendo as cores do silêncio
Ao anoitecer sutil,
estrelas começam a surgir
o céu torna-se índigo
e a lua reflete segredos na lagoa
uma imensa paz toma conta
da natureza, dos seres, de nossa alma
A quietude é rompida
Pelo canto dos pássaros
Despertamos para o amanhecer
O sol nasce clareando a paisagem
Sublime como as letras que se unem
para celebrar a vida.
Taís Mariano
Na harmonia do entardecer
Caminhamos pelos campos planos

Tingidos de verde claro
Mergulhamos no horizonte azulado
Absorvendo as cores do silêncio
Ao anoitecer sutil,
estrelas começam a surgir
o céu torna-se índigo
e a lua reflete segredos na lagoa
uma imensa paz toma conta
da natureza, dos seres, de nossa alma
A quietude é rompida
Pelo canto dos pássaros
Despertamos para o amanhecer
O sol nasce clareando a paisagem
Sublime como as letras que se unem
para celebrar a vida.
Taís Mariano
A noite bordou em minha alma ...
Verdades inquietantes
com negros e dourados fios de seda
Se não der para gritar
Melhor sussurrar e sorver as lágrimas
matar a sede nas ondas dos sentimentos
O manto amarelo do sol ao amanhecer,
aquece e faz cessar o pranto
Até o anoitecer cobrir-me com seu lençol
pano índigo de estrelas leitosas
que secam e adoçam os lábios do passado
Ilusão atrevida , não ainda esquecida,
Olhar o horizonte vazio, promessas perdidas
Enganos... as luvas do destino guardadas
nas gavetas tatuadas do coração
as mãos abertas e descobertas,
nos dedos as alianças e anéis apertados
Interpretações desgastadas,
sem mais nevoeiros e temporais
Um tempo...para novos tempos, sem relógios
As cicatrizes, ocultas no pensar distante
Desenha-se ao entardecer, o cenário da vida
Para que esconder um rosto sem pinturas?
As portas estão todas abertas
E as janelas sem cortinas
Seus legados e sentinelas expostos
Loucas marés que vem e vão
uma embarcação que não mais içou as velas
ancorou em porto seguro,
Porque convém meditar as incertezas?
Para que se tenha alguma certeza...
sem mais naufrágios, por ora
Observar o amanhecer e anoitecer
Todos os dias, todas as noites
Eles nunca serão iguais...
O vento soprando algumas frases...
Os cães na areia uivando para a lua
E os barcos aportados esperando
Um sinal para partirem, sem pressa...
Permita o universo, a natureza
que a brisa noturna, sopre forte seu perfume
imprimindo sua marca na madrugada
arrebentando certas amarras e fios de seda
invadindo outros portos com seu cheiro
trazendo a paz e o amor desconhecidos...
carregando para longe o que não for luz
deixando que a noite desça
tecendo novos bordados na alma...
Taís Mariano - Bruma lilás
Verdades inquietantes
com negros e dourados fios de seda
Se não der para gritar
Melhor sussurrar e sorver as lágrimas
matar a sede nas ondas dos sentimentos
O manto amarelo do sol ao amanhecer,
aquece e faz cessar o pranto
Até o anoitecer cobrir-me com seu lençol
pano índigo de estrelas leitosas
que secam e adoçam os lábios do passado
Ilusão atrevida , não ainda esquecida,
Olhar o horizonte vazio, promessas perdidas
Enganos... as luvas do destino guardadas
nas gavetas tatuadas do coração
as mãos abertas e descobertas,
nos dedos as alianças e anéis apertados
Interpretações desgastadas,
sem mais nevoeiros e temporais
Um tempo...para novos tempos, sem relógios
As cicatrizes, ocultas no pensar distante
Desenha-se ao entardecer, o cenário da vida
Para que esconder um rosto sem pinturas?
As portas estão todas abertas
E as janelas sem cortinas
Seus legados e sentinelas expostos
Loucas marés que vem e vão
uma embarcação que não mais içou as velas
ancorou em porto seguro,
Porque convém meditar as incertezas?
Para que se tenha alguma certeza...
sem mais naufrágios, por ora
Observar o amanhecer e anoitecer
Todos os dias, todas as noites
Eles nunca serão iguais...
O vento soprando algumas frases...
Os cães na areia uivando para a lua
E os barcos aportados esperando
Um sinal para partirem, sem pressa...
Permita o universo, a natureza
que a brisa noturna, sopre forte seu perfume
imprimindo sua marca na madrugada
arrebentando certas amarras e fios de seda
invadindo outros portos com seu cheiro
trazendo a paz e o amor desconhecidos...
carregando para longe o que não for luz
deixando que a noite desça
tecendo novos bordados na alma...
Taís Mariano - Bruma lilás
Infinitamente perdido . . .
Era um homem ocupado demais para viver
Não tinha tempo para conversar
Nunca podia chegar...
Não deixava ninguém se aproximar
Zona de perigo, espaço restrito...
Desdenhou alguns corações iludidos
Pobre criatura sem laços
Não deixava o mundo invadir seus espaços
conversas dispersas, nefastas
Triste em seus cansaços
Mentia para ele mesmo,
infinitamente perdido
Vida mal resolvida
Bajulava a si mesmo
Mascarava os sentimentos
Vaidoso amava seus pedestais
Sua armadura era de sal
Não desejava ser real
perdeu muito tempo,
em suas redomas, enclausurado
tentava consolar-se na noite...
Promessas jogadas ao vento
então um dia a sua sina...ancorou
Partiu para sempre
No silêncio dos túmulos
amargas respostas
O medo de viver
a morte chegou
a terra afundou
Espelho quebrado de desgosto
Desfez-se seu rosto
a morte o levou...
Era um homem ocupado demais para viver
Não tinha tempo para conversar
Nunca podia chegar...
Não deixava ninguém se aproximar
Zona de perigo, espaço restrito...
Desdenhou alguns corações iludidos
Pobre criatura sem laços
Não deixava o mundo invadir seus espaços
conversas dispersas, nefastas
Triste em seus cansaços
Mentia para ele mesmo,
infinitamente perdido
Vida mal resolvida
Bajulava a si mesmo
Mascarava os sentimentos
Vaidoso amava seus pedestais
Sua armadura era de sal
Não desejava ser real
perdeu muito tempo,
em suas redomas, enclausurado
tentava consolar-se na noite...
Promessas jogadas ao vento
então um dia a sua sina...ancorou
Partiu para sempre
No silêncio dos túmulos
amargas respostas
O medo de viver
a morte chegou
a terra afundou
Espelho quebrado de desgosto
Desfez-se seu rosto
a morte o levou...
Escuridão dos Rochedos
A lua surge nas imensas furnas
entre as fendas chicoteadas pela água salgada
os olhos das corujas a espreitar
A maré cheia e o vento gritando
enxurrada de nuvens sufocam o luar
a noite veste a mortalha, a roupa do funeral
mais escura que os breus, que os abissais
uma sequência de raios corta o céu
tempestade se aproxima apressada
Os trovões estouram na negridão das rochas
mar sombrio e enfurecido
Espectros desertores saem das grutas
na tela do terror
a celebrarem a vil atmosfera
entre as ruínas do velho casarão
lá onde a maldição devorou seus habitantes
Gotas grossas de chuva começam a lavar
uma poeira incrustada,
nos cacos das telhas de barro
como se quisessem limpar a angústia aprisionada na lúgubre aura dos destroços
conheço bem esse lugar
seus demônios, suas almas,
e fantasmas sem sepulturas
todos em busca dos estilhaços das ondas do oceano nos rochedos,
das pétalas escurecidas, de rosas murchas
da noite mais fria e barulhenta
para que possam gemer à vontade
junto com os trovões e a tempestade.
Taís Mariano
Para a data 05 de dezembro, para as três, para Venâncio e as "chaves de Gabriel (chaves)... Para Jane, para Patrícia, para mim...
"Há triunfos que só se obtém pelo preço da alma, mas a alma é mais preciosa que qualquer triunfo". (Rabindranath Tagore ,primeiro nobel de literatura da India,1913)
Caminho do silêncio - despertar de dezembro II
O silêncio da noite era macioComo um cobertor de pura lã
Abafando o frio da imensa sala
A ventania quase a cessar
Os pensamentos tropeçando até a morte
A alma aos poucos acalmava o corpo
Entre as nuvens cinzentas
Surgiram as garras da madrugada hostil
cortadas sem dó, pelas navalhas de luz
a energia cósmica queimando a escuridão
manifestando-se mais forte
transmutando tudo em luz violeta
movimentando as folhas e galhos
da árvore frondosa, denominada de universo
O livro da vida a ser escrito
os laços firmados com amor
alianças de paz e a harmonia
numa noite incomum
aquela que nunca, jamais, será esquecida.
Taís Mariano -Bruma Lilás
Chaves internas - Despertar de dezembro
Guardião das chaves do reino interno
Tempo de rupturas e desencontros
necessários para a verdade emergir do silêncio,
do grande vazio que realiza o diálogo ...
medo grita no horizonte azul,
surpresas e decepções,
o mais seguro, porto seguro,
devastado pelo verbo que se fez carne
ondas de energias tão claras
não há mais como esconder
não há sutileza na sujeira do asfalto
todos os véus foram rasgados
mais rapidez a cada noite
novos pedaços de um quebra cabeça
vão se juntando, como se imãs possuíssem
para formarem figuras da realidade ,
não importa quanto tempo viverão
um dia ofuscou, mas o brilho não foi perdido,
tudo serve de ferramenta ao aprendizado,
vida estranha de ciclos e novas etapas
sem equilíbrio, a balança vai pesar
mais para um lado, é preciso esse peso
aprendemos com os desequilíbrios
a imperfeição é só uma tábua
lisa e fina, sem marteladas e sem pregos
grades e gaiolas aprisionam sentimentos
prisão e desconexão entre dois mundos
distância imensurável no entender-agir-pensar,
rebeldia é a arma dos que lutam
cair, levantar tentar mais e mais
agora é a hora, buscar mais
empreender novo caminho
ação e reação, rupturas necessárias
Não temer pelo que vai ser ou parecer
olhar para dentro, para frente,
para os lados e para trás
o passado se distancia
na compreensão do bem e do mal,
tudo se mistura com um piscar de olhos
as cortinas das janelas caem
novos futuros se apresentam
escolhas, tempos de plantios e colheitas,
panos desgastados, levados pelo vento
plantas semimortas varridas pela chuva
quando o sol nascer, haverão novas germinações
sem vendas nos olhos, somente a verdade
sem angustias e nenhuma desconfiança
não existem mais problemas, nunca existiram
somente desafios e lutas, já entendemos
pereceu a concepção ilusória arraigada
estava rachada e solta há muito tempo
o que se cuidou para que não rompesse
desvirginou-se, paradigmas ultrapassados
lágrima necessária a verter, alívio sutil
mais clareza para compreender e merecer...
o oásis que a própria alma preserva
e esconde no templo do inconsciente
onde habita um grande arquiteto
vigia do nosso universo interminável
que detém o poder de ser mais forte que os medos
a vontade transforma-se na fortaleza contra os eles
são eles, os medos, os piores inimigos de ser humano
que aterrorizam a consciência torturada
tudo tem sua hora para frutificar
a inércia e as mentiras são esmagadas
a sabedoria brota no coração já sem esperança
acalentado pela invisibilidade mais visível...
o guardião das chaves do reino interno.
2013 - Taís Mariano
Guardião das chaves do reino interno
Tempo de rupturas e desencontros
necessários para a verdade emergir do silêncio,
do grande vazio que realiza o diálogo ...
medo grita no horizonte azul,
surpresas e decepções,
o mais seguro, porto seguro,
devastado pelo verbo que se fez carne
ondas de energias tão claras
não há mais como esconder
não há sutileza na sujeira do asfalto
todos os véus foram rasgados
mais rapidez a cada noite
novos pedaços de um quebra cabeça
vão se juntando, como se imãs possuíssem
para formarem figuras da realidade ,
não importa quanto tempo viverão
um dia ofuscou, mas o brilho não foi perdido,
tudo serve de ferramenta ao aprendizado,
vida estranha de ciclos e novas etapas
sem equilíbrio, a balança vai pesar
mais para um lado, é preciso esse peso
aprendemos com os desequilíbrios
a imperfeição é só uma tábua
lisa e fina, sem marteladas e sem pregos
grades e gaiolas aprisionam sentimentos
prisão e desconexão entre dois mundos
distância imensurável no entender-agir-pensar,
rebeldia é a arma dos que lutam
cair, levantar tentar mais e mais
agora é a hora, buscar mais
empreender novo caminho
ação e reação, rupturas necessárias
Não temer pelo que vai ser ou parecer
olhar para dentro, para frente,
para os lados e para trás
o passado se distancia
na compreensão do bem e do mal,
tudo se mistura com um piscar de olhos
as cortinas das janelas caem
novos futuros se apresentam
escolhas, tempos de plantios e colheitas,
panos desgastados, levados pelo vento
plantas semimortas varridas pela chuva
quando o sol nascer, haverão novas germinações
sem vendas nos olhos, somente a verdade
sem angustias e nenhuma desconfiança
não existem mais problemas, nunca existiram
somente desafios e lutas, já entendemos
pereceu a concepção ilusória arraigada
estava rachada e solta há muito tempo
o que se cuidou para que não rompesse
desvirginou-se, paradigmas ultrapassados
lágrima necessária a verter, alívio sutil
mais clareza para compreender e merecer...
o oásis que a própria alma preserva
e esconde no templo do inconsciente
onde habita um grande arquiteto
vigia do nosso universo interminável
que detém o poder de ser mais forte que os medos
a vontade transforma-se na fortaleza contra os eles
são eles, os medos, os piores inimigos de ser humano
que aterrorizam a consciência torturada
tudo tem sua hora para frutificar
a inércia e as mentiras são esmagadas
a sabedoria brota no coração já sem esperança
acalentado pela invisibilidade mais visível...
o guardião das chaves do reino interno.
2013 - Taís Mariano
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