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domingo, 22 de agosto de 2010

Presente de amiga

Este selo recebi da amiga poetisa Silviah Carvalho ( http://umcoraçãoqueama.blogspot.com/ que presenteou os seguintes blogs:


1-palavraemvao.blogspot.com

2-brumatrais.blogspot.com

3-ciaatempora.blogspot.com

4-zecarlosmanzano.blogspot.com

5-profundopensar.blogspot.com

6-preciosamaria.blogspot.com

7-simonepoesias.blogspot.com

8-carinabrattsecretaria.blogspot.com

9-singrandohorizontes.blogspot.com




Ofereço este selo aos seguintes  blogs:

1- relicsofmyminf.blogspot.com

2 - pralemda fachada.blogspot.com

3 - simphony-simphony.blogspot.com

4 - naturaloriginn.blogspot.com

5 - souzamaria.blogspot.com

6 - loivarice.blogspot.com

7 -reviveremversos.blogspot.com

8 - heidykeller. blogspot.com

9 - pirroinjuriado.blogspot.com
10-luzdeantares.blogspot.com


 Regras


1-Ler e comentar a poesia (Peço porque sempre ficamos felizes
em receber o selo de presente, mas nesse momento esquecemos
a poesia, razão do blog existir)
2-Colocar a imagem do selo
3-Escrever o link de quem recebeu o selo
4-Presentear 10 blogs
5-Escrever o link dos 10 blogs presenteados

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A VERDADE




A VERDADE



A VERDADE PODE CHEGAR COM SUTILEZA

 
MANIFESTANDO -SE, BRANDA, ALGUMAS VEZES

 
ESPIANDO NAS ENTRELINHAS DA VIDA

 
NORTEANDO CAMINHOS

 
CONTUDO, A VERDADE PODE EXPLODIR

 
FEITO UMA BOMBA DE CRUELDADE

 
O ESTADO DE ESPÍRITO INFLUENCIARÁ

 
O EFEITO DO CHOQUE

 
A VERDADE QUANDO INUNDA A MENTE

 
PODE TRAZER PAVOR, POR TER TANTA LUZ

 
ELA VEM COMO UMA CHUVA TORRENCIAL

 
ARRASTANDO A SUJEIRA POR TODA A PARTE

 
E OUTRAS VEZES, VEM MANSA,

 
DESCE LIMPANDO AS CALÇADAS DA ALMA

 
A VERDADE É AQUILO QUE MUITAS VEZES

 
NÃO QUEREMOS VER, PORQUE DÓI AOS OLHOS

 
ELA NÃO TEM MEIO TERMO

 
NA ESTRADA DAS FACILIDADES

 
HÁ UMA GRANDE SETA,

 
INDICANDO O PERCORRER DA MENTIRA

 
ESSE PERCORRER PODE SER MAIS FÁCIL

 
PORÉM A ILUSÃO COM O TEMPO EVAPORA

 
E SE INSTALA O CLIMA ÁRIDO DO DESERTO

 
A VERDADE ODEIA MÁSCARAS

 
A MENTIRA VESTE O DISFARCE DA COVARDIA

 
E OS VÉUS DE UMA BREVE FANTASIA

 
SÃO AS ARMAS DA DESLEALDADE

 
A VERDADE É UMA IMENSA LÂMINA AFIADA

 
QUE A QUALQUER DESCUIDO, PODE FERIR

 
ELA DEVE SER TRATADA COM CUIDADO

 
A MENTIRA PRECISA SER DESCARTADA

 
ELA É CANCERÍGENA E SE ALASTRA NO ESPÍRITO

 
ENTORPECENDO E EMBRIAGANDO

 
ENQUANTO QUE A VERDADE É UM REMÉDIO AMARGO

 
MAS NECESSÁRIO PARA A CURA

 
O CORPO PODE ATÉ DESEJAR A MENTIRA

 
TODAVIA,A CONSCIENCIA CÓSMICA,

 
CLAMA PELA VERDADE

 
VERDADE E MENTIRA NÃO SE MISTURAM

 
UMA REPELE A OUTRA

 
NÃO EXISTEM MEIAS VERDADES

 
A MENTIRA TE DÁ E TE COBRA

 
A VERDADE TE ENSINA A BUSCAR,SEM PREÇOS

 
A VERDADE É FRANCA,

 
PODE ATERRISAR A QUALQUER MOMENTO

 
ABRINDO NOVOS HORIZONTES

IMAGEM GOOGLE
































































































segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PRESENTE DE AMIGO


PRESENTE DO  QUERIDO AMIGO E POETA
ARNOLDO PIMENTEL ,
APROVEITO PARA DESTACAR COMO SUPER ESPECIAIS
OS SEUS BLOGS:  http://palavrasnosventos/
                              http://haikainosventos.blogspot.com/
                            http://ventosnaprimavera.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

BRUMA LILÁS - POESIA



BRUMA LILÁS







A bruma lilás, vagarosamente, desce,


sobre as auras enamoradas


um desejo se manifesta e cresce,


entre as almas apaixonadas


Feito letras soltas, que num poema, se tece


Palavras se atraem, como um imã, no éter, no ar


Notas musicais, unem-se para compor a canção


num compasso dos que querem amar


vem da terna criação


do som das ondas no mar






A bruma lilás é luz de magia


desliza como inspiração


descortina a noite, em fantasia


liberta os seres da solidão


é um belo sonho, uma alquimia


nela dançam as bailarinas


no firmamento, na constelação


as estrelas são muitas lamparinas

A bruma lilás é poesia






A bruma lilás, tem cheiros, sim


de um campo vasto de flores: lavanda,


cravo, hortênsia, violeta e jasmim


misturando-se ao doce sabor das maçãs


chega à tardinha, se instala na varanda


aromas ao vento, da esperança


uma perfumada lembrança






A bruma lilás tem som,


embala num suave tom


escuta-se ao longe, a leveza dos violinos


e ao nascer do sol, muitos anjos


alegres a tocarem seus sinos


no mistério da chama da transformação


Virtudes do amor puro de um coração

domingo, 25 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

A NOIVA DE AGOSTO



A NOIVA DE AGOSTO

Diz o velho ditado popular que agosto é o mês do desgosto, e para ela, a noiva, foi mesmo.
Era um dia muito frio, chovia, contudo era nesse dia que a noiva firmaria sua aliança, ao anoitecer.
O dia se arrastou e com muito custo caiu a noite, então ela se preparou e iluminou o ambiente para esperar seu amor.
As horas foram passando e nenhum sinal dele, a rua estava cada vez mais deserta, muita água descia do céu, fazia um frio de cortar a alma.
Justamente na noite de sua aliança se concretizar, veio uma forte tempestade e perdeu-se o véu – ao vento da desilusão, só alcançou o lamento da triste solidão, numa noite de agonia.
Sua alma estava inquieta, a caminhar, sem parar, desatino de uma noiva sem par.
Nos seus olhos um brilho molhado, muitas lágrimas deles começaram a brotar.
As horas a passar, lentas, como tartarugas preguiçosas, ela sentou-se aflita ao redor da mesa, refletiu...levantou, saiu pela porta da frente, andou pela chuva fria a suspirar, os minutos entediantes a passar, e ela ainda esperançosa de ele chegar, a cada barulho uma emoção, batia mais forte seu coração, e nada...
Ela cansou-se, foi despindo-se de seus brilhos, guardando os colares, pulseiras e anéis, tirou os sapatos, calçou um chinelo, depois deitou-se na cama vazia...não queria acreditar no que o seu íntimo temia que fosse acontecer, pressentiu então o pior, o noivo não apareceu, desistiu? Fugiu...nem sequer a avisou!!!
A pobre noiva infeliz, ficou tão desconcertada que não conseguia nem mais chorar, paralisaram-se suas emoções. A canção que ela escutava, por ora, petrificou seu coração, não entendia e não sabia do rastro do rapaz, que se foi, sumiu, talvez no mar, no ar, por terra ou no tempo...nada soube...
Pálida e suando frio, ela olhava-se no espelho, que estava vermelho de tanto sangrar...não queria acreditar. Toda sua vida se refletiu naquele velho espelho, manchado, machucado... O olhar da noiva estava parado, vidrado, seu corpo imóvel.
No silêncio imortal daquela noite de chuva e frio, viu sua paixão desfalecendo, aos poucos morrendo...
Seu pequenino corpo estava tremendo, em choque, que dor agressiva, dor terrível, dor de alma magoada, foi atingida por uma flecha envenenada.
Aquela noite da quebra de aliança, ficará marcada para sempre em suas memórias e as outras gerações contará sua estória...o dia do encontro marcado, não realizado, dissabores e desventuras...um amor que se desfez.
A noiva quase morreu naquela noite de agosto, fria como o sentimento do noivo, que nunca mais apareceu, mas passados alguns meses surgiu uma luz dourada do céu, que fez com que ela fosse reagindo e encontrando novamente a sua paz, reencontrou também a alegria e descobriu a proteção divina, Num sonho, ela viu a luz dourada transformar-se em um anjo iluminado que lhe entregou a aliança do amor universal.
E a vida continuou, tudo serviu de lição, quem pode entender os caminhos que se desencontram, os mistérios pertencem a VIDA.
E o noivo? Ela o viu várias vezes, usando máscaras, e o reconheceu pelos cheiros que exalava ...Cheiro de cemitério em dia de calor, cheiro de mofo no tomate e até cheiro de falsidade, sim, falsidade tem cheiro !
E o noivo? Sumiu , fugiu, escondeu-se, morreu de medo, morreu de vergonha, morreu a cada ano, em agosto, definhou escondido, comido pelos vermes das lembranças, cheirando o pó da ilusão,  e enfim morreu ! Enterrou-se nos jazigos lúgubres da covardia de uma alma cheia de esconderijos...


“Um brinde ao sangue fraco ,
ergo uma taça de fel em irreverência
ao mês de agosto”
                                Mavat Airady


sexta-feira, 2 de julho de 2010

O LOBO E A GAIVOTA


O LOBO E A GAIVOTA


O mar de outono é triste, a praia deserta, onde nem os relógios de areia funcionam, o tempo parece ter adormecido para sempre.
A paisagem transmite infinita solidão, somente algumas gaivotas voando pelas ondas e sobre as casas velhas da encosta e alguns cachorros perdidos.
De longe avisto uma sombra incomum a minha tela, ao me aproximar lentamente, vou definindo a silhueta de um homem, virado para o mar, com os olhos fixos no horizonte, como se ele estivesse meditando.
Vou caminhando pela areia, o sol fraco já está se escondendo e o homem vem em minha direção, inicialmente sinto um pouco de medo , mas ele sorri e nos aproximamos mais, conversamos um pouco e cada um segue seu destino.
Estou de férias, vou me refugiar em uma das casas que foi de meu avô, ele está instalado há cinco quadras de minha casa, percebi que ele não é nativo, porém me contou que está há um ano residindo nesse lugar.
Antes dele decidir morar no Porto da Solidão, essa calma prainha, vivia numa selva de pedra, mergulhado no desespero de estar cercado por muitas pessoas e sentindo-se só .
Viveu à beira de um escuro desfiladeiro, precisava de uma mudança instantânea em sua vida, oportunidades surgiram e ele aportou nessa praia, tão única, tão simples e tão tranquila.
Chegou ao ponto de sentir-se estranho com ele mesmo, os talismãs que definiam sua identidade, transformaram-se em fetiches adversos, sua esperança de vida quase morreu em atos de absoluta negação.
Perdeu toda sua família em um trágico acidente e desde então não via mais cor, em nada, um mundo totalmente em ruínas.
Ao chegar à praia deixou para trás sua mochila de desilusões e sofrimentos e acreditou em uma nova vida, um ano se passou e ele já estava entrosado com as pessoas da vila e era respeitado por todos, seu trabalho envolvia pesquisas marítimas, era um oceanólogo muito dedicado.
Lobo do mar era como o chamavam, pois era uma pessoa solitária e que inspirava muita proteção e amor à natureza.
Naquele ano das minhas férias, ficamos amigos e de nossa amizade surgiu uma grande paixão, com o tempo, vim para o Porto da Solidão para residir com ele definitivamente.
De um encontro casual, numa tarde feia de outono nasceu um grande amor entre o um Lobo do Mar e uma Gaivota Dourada, é como nos conhecem aqui. Esta é a nossa história de vida, por isso nunca desista de seus sonhos e quando estiveres infeliz pense que tudo passa, um dia nunca é igual ao outro.